Cheguei à Igreja completamente angustiado, triste, abalado em minha fé em Deus. Mal sentei-me, Jesus falou-me:
— Por que tanta amargura e incredulidade neste teu coração, meu filho?
Com certa ironia, respondi-lhe:
— Não sabes tudo o que acontece? Não perscrutas o meu coração?
Jesus olhou-me com profundo amor.
— Claro que sei, mas é importante para ti que me fales com tuas palavras. Coloca para fora tudo aquilo que te afliges e entrega-me tuas dúvidas. Recebê-las-ei e colocarei a paz em teu coração.
Demorei-me um pouco a falar-lhe, pois estava com raiva. Finalmente, após alguns instantes de silêncio, dirigi-me a Jesus.
— Sinceramente, não entendo como ages? Há momentos em que teu Pai, o Senhor e teu Espírito parecem estar completamente ausentes e alheios a tudo o que acontece à humanidade! Queres que eu confie na Trindade, mas sinto que estais ausente de nossas vidas!
— Quando te abandonamos e esquecemos de ti, ou de teus irmãos?
— Em tantos momentos, Senhor, em tantos momentos!
— Fala-me sobre este momento que te aflige e que coloca uma pedra em teu coração que se abria vagarosamente à ação do meu Espírito.
— Não entendo como podes ter deixado morrer aquele jovem de apenas quinze anos, meu vizinho, que vi nascer e crescer ao lado de meus filhos. Mal começou sua vida, sempre foi saudável, ótimo filho, amigo e estudante... de repente, uma doença que ninguém consegue identificar o mata em poucos dias! O que ele fez para merecer isso? Os pais estão desesperados, os amigos inconformados e com medo da morte, meus filhos não param de chorar! Onde estavas quando tudo aconteceu? Não ouvistes as nossas orações? Não ouvistes as orações vindas do mais profundo do coração daqueles pais? Como queres que eu confie em ti se deixas acontecer tais coisas?
Jesus afagou-me os cabelos, acarinhando-me como se faz a uma criança.
— Pensas como homem e não como Deus! Meu Pai, ao criar o mundo, estabeleceu determinada ordem e é nessa ordem que Ele se faz presente com Seu Espírito. O que desejas – e tantos homens da mesma forma – é um deus que atenda a todos os teus pedidos, que intervenha em tua vida e em tua história e, até mesmo, se for o caso, sobreponha-se à tua liberdade. Falo-te constantemente, envio-te o meu Espírito para te iluminar e mesmo assim não compreendes a ação divina no mundo. Aprenda, meu filho, de uma vez por todas que o poder de Deus não está em intervir na história da humanidade, mas justamente em esvaziar-se de sua divindade, deixando que a humanidade caminhe segundo a inspiração do Espírito. Pensando como ser humano, se tivesses o poder de Deus interferirias tanto na história humana que logo a privarias de toda a sua liberdade, liberdade essa que é tão querida por meu Pai e a grande graça da humanidade, mas que, se mal utilizada, pode ser sua grande desgraça. Só Deus, por ser todo-poderoso, pode esvaziar-se de sua divindade e respeitar toda a vida e a liberdade do ser humano.
— Então, milagres não existem?! É tudo história da carochinha?
Jesus mais uma vez sorriu-me como fazia quando eu dizia alguma besteira.
— Milagres existem, mas não como o compreendes! Não é mérito de ninguém, não é resultado de muita oração, não é a realização de algo contrário às leis que regem o universo. Os milagres são obras do puro amor e da pura gratuidade de meu Pai, são sinais para a humanidade perceber o que é o Reino de Deus, um reino onde não haverá mais dor, nem morte, nem tristeza. Não haverá doentes, nem cegos, nem coxos, nem surdos, nem paralíticos. Cada vez que acontece o que chamas de milagre, é meu Pai revelando parcialmente, de maneira ínfima, aquilo que será vivido em plenitude.
— Por que tanta amargura e incredulidade neste teu coração, meu filho?
Com certa ironia, respondi-lhe:
— Não sabes tudo o que acontece? Não perscrutas o meu coração?
Jesus olhou-me com profundo amor.
— Claro que sei, mas é importante para ti que me fales com tuas palavras. Coloca para fora tudo aquilo que te afliges e entrega-me tuas dúvidas. Recebê-las-ei e colocarei a paz em teu coração.
Demorei-me um pouco a falar-lhe, pois estava com raiva. Finalmente, após alguns instantes de silêncio, dirigi-me a Jesus.
— Sinceramente, não entendo como ages? Há momentos em que teu Pai, o Senhor e teu Espírito parecem estar completamente ausentes e alheios a tudo o que acontece à humanidade! Queres que eu confie na Trindade, mas sinto que estais ausente de nossas vidas!
— Quando te abandonamos e esquecemos de ti, ou de teus irmãos?
— Em tantos momentos, Senhor, em tantos momentos!
— Fala-me sobre este momento que te aflige e que coloca uma pedra em teu coração que se abria vagarosamente à ação do meu Espírito.
— Não entendo como podes ter deixado morrer aquele jovem de apenas quinze anos, meu vizinho, que vi nascer e crescer ao lado de meus filhos. Mal começou sua vida, sempre foi saudável, ótimo filho, amigo e estudante... de repente, uma doença que ninguém consegue identificar o mata em poucos dias! O que ele fez para merecer isso? Os pais estão desesperados, os amigos inconformados e com medo da morte, meus filhos não param de chorar! Onde estavas quando tudo aconteceu? Não ouvistes as nossas orações? Não ouvistes as orações vindas do mais profundo do coração daqueles pais? Como queres que eu confie em ti se deixas acontecer tais coisas?
Jesus afagou-me os cabelos, acarinhando-me como se faz a uma criança.
— Pensas como homem e não como Deus! Meu Pai, ao criar o mundo, estabeleceu determinada ordem e é nessa ordem que Ele se faz presente com Seu Espírito. O que desejas – e tantos homens da mesma forma – é um deus que atenda a todos os teus pedidos, que intervenha em tua vida e em tua história e, até mesmo, se for o caso, sobreponha-se à tua liberdade. Falo-te constantemente, envio-te o meu Espírito para te iluminar e mesmo assim não compreendes a ação divina no mundo. Aprenda, meu filho, de uma vez por todas que o poder de Deus não está em intervir na história da humanidade, mas justamente em esvaziar-se de sua divindade, deixando que a humanidade caminhe segundo a inspiração do Espírito. Pensando como ser humano, se tivesses o poder de Deus interferirias tanto na história humana que logo a privarias de toda a sua liberdade, liberdade essa que é tão querida por meu Pai e a grande graça da humanidade, mas que, se mal utilizada, pode ser sua grande desgraça. Só Deus, por ser todo-poderoso, pode esvaziar-se de sua divindade e respeitar toda a vida e a liberdade do ser humano.
— Então, milagres não existem?! É tudo história da carochinha?
Jesus mais uma vez sorriu-me como fazia quando eu dizia alguma besteira.
— Milagres existem, mas não como o compreendes! Não é mérito de ninguém, não é resultado de muita oração, não é a realização de algo contrário às leis que regem o universo. Os milagres são obras do puro amor e da pura gratuidade de meu Pai, são sinais para a humanidade perceber o que é o Reino de Deus, um reino onde não haverá mais dor, nem morte, nem tristeza. Não haverá doentes, nem cegos, nem coxos, nem surdos, nem paralíticos. Cada vez que acontece o que chamas de milagre, é meu Pai revelando parcialmente, de maneira ínfima, aquilo que será vivido em plenitude.
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