10.o ENCONTRO

Ao reencontrar Jesus, voltei ao assunto da Cruz.
— Senhor, lembro-me que me explicaste que carregar a nossa cruz não significa necessariamente sofrer, mas cumprir a vontade de Deus na nossa vida, levar a missão que o Pai nos confiou às últimas conseqüências. Queria entender melhor o sentido de Simão Cireneu, que ajudou-Te a carregar a Tua Cruz a caminho do Calvário.
— Bem-aventurado Simão, que foi pego pelos romanos para carregar minha cruz, a fim de me polpar no caminho para o Gólgota, para que eu não morresse antes da crucificação! Carregou uma cruz que não era sua, e Deus o glorificou por isso. Dói-me o coração ao ver como o mundo de hoje está tão distante do Reino de Meu Pai, a ponto de negar ao ser humano até mesmo a possibilidade de levar a sua própria cruz, de cumprir a sua missão, pois impede, pela injustiça social e pela inversão de valores, que o ser humano se torne aquilo que é o seu destino: humano. A humanidade hoje é formada por bilhões de Cireneus que carregam uma cruz que não é sua, colocada em suas costas por um sistema opressor e desumano!
Nunca havia pensado sob este prisma. Calei-me e retirei-me, pensativo.

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