7.o ENCONTRO

Quanto mais me aproximava de Jesus e procurava compreender e viver sua mensagem, mais enxergava o erro e o engano presente no mundo. Isso me provocava uma angústia tão grande e uma sensação tão intensa de impotência, as quais Jesus percebeu em um de nossos encontros.
— O que te causa tanta aflição, meu filho? Se estou contigo todos os instantes de tua vida, ajudando-te a carregar a tua cruz e tornando leve o teu fardo, não deverias estar assim.
— Preocupa-me, Senhor, o mal no mundo. Fechado egoisticamente em minha vida, como vivia antes de te encontrar, nunca havia percebido como o teu inimigo estende os seus tentáculos por todo lado. Sinto-me impotente por não saber como combater o Demônio.
— Não te peço que lutes contra o Demônio. Seria um pedido injusto e uma luta desleal. Ele é muito mais poderoso do que tu e teus irmãos humanos e não teríeis qualquer chance perante ele.
Essas palavras de Jesus deixaram-me ainda mais angustiado; para dizer a verdade, deixaram-me apavorado.
— Se nada podemos fazer, estamos perdidos, Senhor!
— Como podeis estar perdidos se Eu vos resgatei a todos com minha própria vida? A luta contra o Demônio é travada por Deus e não por vós, meus filhos amados.
— E o que devemos fazer, então?! Sermos apenas espectadores inúteis dessa luta aparentemente eterna?
Jesus sorriu-me, como sempre o fazia quando lhe dizia algo que demonstrava minha ignorância.
— Caminhem diante de Deus e procurem ser fiéis à Aliança que meu Pai estabeleceu com toda a humanidade. É somente isto que espero de vós.
— Mas quanto mais nos aproximamos de vós, mais somos tentados pelo Inimigo!
— Perseveres na tua caminhada, entregues tua vida nas mãos do Senhor e deixes a grande batalha por conta de Deus. Que cada um cumpra a parte que a si cabe!

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