Em um outro encontro íntimo com Jesus, lembrei-me do que aquelas senhoras falaram sobre nós, católicos, que éramos idólatras. De fato, na Sagrada Escritura, particularmente no capítulo 20 do Livro do Êxodo, o Deus que libertou o Seu povo da escravidão no Egito, após fazê-lo e estando esse povo já no deserto, proibiu que se confeccionasse qualquer imagem para adoração. Assim, pedi a Jesus que me esclarecesse: é ou não proibido fazer imagens?
— Quando povo de Deus foi libertado por Meu Pai do Egito, Ele percebeu que esse povo estava contaminado pela idolatria, ou seja, que alçavam à condição de Deus as criaturas por Ele criadas. Para purificá-los da idolatria foi que Ele proibiu a confecção de qualquer imagem como sendo Deus. Mas o povo estava muito contaminado e, por isso, passou quarenta anos no deserto para que uma nova geração ali nascida não estivesse contaminada pela idolatria.
“Entretanto, depois que as ideias entram em nossas mentes, corações e vidas a purificação é muito difícil, porém não impossível, pois para Deus nada é impossível, mas temos de aderir a Ele, mudar a nossa mentalidade.
“Quando o grande Moisés subiu à montanha sagrada para conversar com Meu Pai e lá ficou por quarenta dias, ao descer com o Decálogo, encontrou o povo adorando o bezerro de ouro, motivados por falsos sacerdotes que traziam a idolatria em suas entranhas.
“Povo estulto de cabeça dura, nunca era o bastante todas as maravilhas que Meu Pai realizou para libertá-lo. Sempre insatisfeito, sempre queira mais e esquecia o que havia recebido como prova de amor e de proteção. Sempre estava blasfemando. E blasfemaram até contra o maná, aquele alimento que Meu Pai fez cair durante os quarenta anos em que esteve no deserto. A blasfêmia mata, pois destrói a nossa confiança em Deus.
“Assim, diante dessa última blasfêmia, apareceram serpentes venenosas no acampamento do povo em êxodo e começaram a picar as pessoas, que morriam com o veneno dessas serpentes. Desesperado, o povo que blasfemara contra Deus e contra Moisés, clama a Moisés para que interceda por ele junto a Deus. O Meu Pai, então, manda que eles confeccionem uma imagem em bronze de uma serpente e a coloquem sobre uma haste para que todo aquele que, tendo sido picado, olhassem para ela, não morresse.
“Eu mesmo, utilizei essa imagem da serpente de bronze elevada para prefigurar a salvação de todos através da doação da Minha vida na cruz. Até hoje, quem é picado pela serpente que é Satanás, se olhar para a minha crucificação, se reconhecer o imenso mistério salvífico pela crua, eu o salvarei da morte eterna e do veneno de Satanás. Infelizmente, muitos vivem como inimigos da cruz, sem compreender que sem a cruz não existe ressurreição.
“Assim, as imagens que nos afastam de Deus não são queridas por Meu Pai. E o que não falta ao mundo de hoje, tão dominado pelas imagens, são as diversas idolatrias desde o consumo, passando pela pornografia e chegando mesmo a uma religião voltada para o enriquecimento, que desvirtuam toda a nossa relação com o Pai e com os irmãos. Essas idolatrias pouco são atacadas e contestadas, mas a veneração a imagens que Me representam, ou à Minha Mãe, ou aos Meus discípulos que estão na vida eterna por Me terem testemunhado, estas são do agrado de Deus, pois direta ou indiretamente levam a Ele. Imitando as virtudes daqueles veneramos através de suas imagens, nos aproximamos mais de Deus. Portanto, não são idolatrias, mas um dos instrumentos que Meu Pai concedeu aos Seus filhos e Meus irmãos para chegarem à salvação, a começar pela serpente abrasadora no deserto.
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