No dia em que recebi a notícia de que meu pai estava com câncer em estado avançado, eu “perdi o chão”. Sei que todos nós, seres humanos, estamos sujeitos a enfermidades e morreremos, mas como é difícil enfrentar a situação concreta, ainda mais em relação a alguém que tanto amamos e que aproxima-se da morte. Eu fui para a igreja orar e chorar ante o Sacrário, mesmo sabendo que naquela hora não haveria missa. Eu estava de cabeça baixa, chorando, quando senti Jesus tocar-me a cabeça.
— Não chores! Tu deves confiar em Mim e na Minha misericórdia.
— Perdoe-me, Jesus, pela minha fraqueza! Eu sei que todos nós um dia morreremos, mas eu ainda não me preparei para a morte de meu pai. A notícia me pegou de surpresa. Eu nem vou Te pedir que cures o meu pai. Eu só não quero que ele sofra. O câncer tem matado tanta gente, desde crianças até idosos. Tu não podes enviar alguém ao mundo para descobrir a cura para este mal?
Jesus me respondeu:
— Meu Pai já fez isso.
Eu levantei a cabeça com um sorriso mais do que tudo de agradecimento.
— Ainda está longe este momento?
Jesus demorou a responder e, quando o fez, senti Sua voz embargada.
— Infelizmente, ele foi abortado!
“Restam muitas outras coisas feitas por Jesus. Se quiséssemos escrevê-las uma por uma, penso que os livros escritos não caberiam no mundo” (João 21,25)
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